quarta-feira, dezembro 14, 2011

Informacao e Explicacao!

Caros leitores, devido a uma grande falta de tempo, este blogue tem ficado em "aguas de bacalhau"!
Para saberem mais sobre a "Terra de Algodres", passem por estes:

http://dalgodres.blogspot.com
http://aquidalgodres.blogspot.com

Bem Hajam.


segunda-feira, julho 26, 2010

Dia de S. Pelagio!

No dia 26 de Junho, celebra-se a festa de S. Pelagio, este santo e venerado tambem, em varias localidades com o titulo de S. Paio.
No nosso municipio de (Fornos) d'Algodres e venerado na freguesia de Cortico (d'Algodres), sendo o seu santo patrono.
Igreja paroquial de S. Pelagio - Cortico
Era dos poucos patronos do concelho, que era celebrado no seu dia proprio, desconheco se o e actualmente, se ja nao e, ate e compreensivel, pois devido ao despovoamento das nossas aldeias, ate fara sentido que facam a festa no domingo proximo!

terça-feira, janeiro 15, 2008

15 de Janeiro, dia de Santo Amaro!

Capela de Santo Amaro, Fuinhas- Fornos d'Algodres.
(fotografia obtida no site municipal)


Hoje e dia de festa e romaria na freguesia das Fuinhas, concelho de Fornos d'Algodres, celebra-se ai Santo Amaro, santo de grande devocao popular, principalmente por ser protector das doencas dos membros! (pernas e bracos) e tambem do reumatismo. (la terei que lhe fazer uma visita) Por isso o chamam "O coxo das Fuinhas"!

Na referida freguesia encontra-se no lugar do Santo, a capela setecentista (creio) deste orago, onde se celebram estas festividades, no templo pode admirar-se um belo tecto com talhas e pinturas iconograficas.


Santo Amaro da "Fuinha",
Quando nao chove remuinha.
Quando nao remuinha faz vento,
Em dia de Santo Amaro, nunca faz bom tempo.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Fornos d'Algodres, um toque de modernidade!


Ja quase me esquecia que tambem tinha este blogue. Na realidade nao me tem esquecido, o que me tem faltado e tempo!

Pelo que enquanto nao conseguir alinhavar umas linhas, sobre a povoacao seguinte em ordem alfabetica, dou-vos a conhecer esta fotografia tirada no ultimo verao, no novo jardim de Fornos e, onde se pode ver o telhado e a torre sineira, da igreja de S. Miguel, que ja existia embora com outro templo em 1170!

segunda-feira, junho 25, 2007

O Vale de Alto Mondego!

Fornos de Algodres em primeiro plano, a seguir o "Vale do Mondego", ao fundo a "Serra da Estrela".

Nao vos vou dizer que e o mais vasto panorama, (normalmente o bairrismo excessivo tenderia para ai) mas e sem duvida uma vista grandiosa, a que se pode observar da "minha" Infias de adopcao!

Se D*us permitir dentro de uns poucos dias, poderei ai regalar a vista e encher os pulmoes do ar da nossa "Serra" (a Estrela claro). Para os que em ferias ou em viagem, desejem certificar-se se tenho razao ou nao, so tem que sair na saida da A25 para Fornos de Algodres, ali depois de subirem ao alto da pequena Serra da Esgalhada, (7oo metros) certificarem-se se tenho razao ou nao.

A titulo de curiosidade quero informar-vos que; "Algodres fica em cima, Fornos em baixo e Infias no meio"!!!

sexta-feira, junho 22, 2007

Forcadas; nas minhas quadras!

Aldeia antiga das Forcadas,
Tens vestigios do hebreu.
E uma importante necropole,
Onde me revejo eu.

E no "Penedo furado",
Donde ha antiga lenda.
Visita-lo e de importancia,
Para que a gente aprenda.

quinta-feira, junho 14, 2007

FORCADAS.

Uma vista de Forcadas. (no canto esquerdo esta o "nicho-oratorio" a que me refiro)

Assim superficialmente, poderiamos pensar que o toponimo "Forcadas", tenha algo que ver com forcas, enforcados, ou enforcamentos, ate seria uma explicacao bastante simples e de facil aceitacao. No entanto existe uma outra explicacao; Forcadas e um toponimo derivado e uma forca viaria, ou seja, sitio onde um caminho forcaria para varias direcoes. Esta explicacao tem bastante logica e estara provavelmente mais proxima da verdade.

Havera a possibilidade desses caminhos seram de fundacao romana, mas nao existindo nenhuns vestigios materiais, ficamos sempre com duvidas, no entanto e facto assente de que a romanizacao tambem ocorreu nestas terras.

Nao havendo nenhum documento que faca referencia a esta terra antes do seculo XVII, creio que a pequena aldeia tera evoluido de alguma das quintas que se referem no seculo XVI.

Junto da povoacao, existe uma necropole de sepulturas escavadas na rocha, com mais de duas dezenas desses sepulcros. Sao de forma retangular ou ovalada, pelo que gente entendida no assunto, coloca a sua fundacao nos seculos IX ou X. Isto por si so, prova o povoamento mais ou menos organizado nesta regiao, pelo menos desde a epoca "alto-medieval".

Relativamente perto tambem, existe uma area, em que se tem encontrado varia ceramica de construcao, que datara certamente do tempo do imperio romano.

Na pequena aldeia com uma grande parte das habitacoes em ruina, pode-se ver nalgumas delas, marcas relacionadas com "cristaos-novos", o indicia a presenca de judeus nesta aldeia.

Existe tambem um "nicho-oratorio" que datara quando muito do seculo XVIII. A sua pequena capela em honra de Nossa Senhora de Fatima, nao tem nada de relevante e foi construida na decada de setenta do seculo passado.

A semelhanca de outras pequenas aldeias vizinhas, a menos que aconteca algum milagre, dentro de poucos anos, tambem esta ficara completamente deserta e so sera habitada em alturas de ferias por uns poucos resistentes!


quinta-feira, maio 10, 2007

CORUGEIRA

Na falta de outra fotografia, uma vista da ribeira que corre perto desta aldeia.

Situada num dos extremos do actual municipio "Forno-Algodrense" a povoacao da Corugeira, desde sempre esteve incluida na antiga freguesia da "Funha", que presentemente e conhecida por "Fuinhas", com ela incorporada no antiquissimo concelho de Algodres.

Embora possa haver uma outra explicacao que desconheco, o toponimo tera que ver com a quantidade de corujas, que outrora tera havido por estes lados.

E uma povoacao pequena e em acentuado processo de desertificacao, nao lhe conhecendo nenhum outro motivo de interesse, para alem das paisagens belas e despoluidas!

A titulo de curiosidade informo, que devido a sua localizacao um pouco longe de tudo e ao seu fraco desenvolvimento, esta povoacao e conhecida "maldosamente" por "Africa" e os naturais sao "apodados" por "africanos!


Dizem que a Africa e aqui,
Nesta pequena povoacao.
Mandai calar essa gente,
Porque nunca aqui faltou o pao.


O aldeia da Curugeira,
Quase escondida na serra.
Aqui todos sao amigos,
Nesta tao pequena terra.

quinta-feira, maio 03, 2007

CORTICO (d'Algodres)

Igreja paroquial de S.Pelagio.


Embora existindo no limite desta freguesia uma Anta da epoca neolitica, o mais antigo documento escrito conhecido referindo esta povoacao data de 1170. (carta de Couto de Figueiro da Granja) Aparece nessa altura com o toponimo ; "Cortissolo", cuja origem a quem afirme estar relacionada com cortica. De facto nesta regiao havia outrora muitos sobreiros e azinheiros, entre carvalhos e castanheiros e outras especies autocones. Por vezes tambem aparece escrito "Corticolo, o "O" (com circunflexo) da terminologia actual, tem o mesmo significado que o "olo" medieval.

No entanto creio que a evolucao do toponimo tera sido outra.

Pelo que existe uma outra proposta para a origem do toponimo; o amigo Joffre Alves: http://couramagazine.blogs.sapo.pt/ diz-nos que vem da palavra latina "Cohorte", que era um pequeno abrigo para pastores e rebanhos, de onde vem tambem a nossa palavra: "Corte", e de facto mais consensual, pois rebanhos e pastores desde tempos imemoriais os houve por estas bandas. Na proximidade existem tambem mais dois toponimos relacionados; a "Quinta das Cortinhas"em Vila Cha e a extinta e arruinada "Aldeia das Cortes", no limite de Figueiro.

E muito provavel, que que esta aldeia tenha tido origem numa propriedade agricola romana, havendo ate a possibilidade de aqui ter passado algum caminho subsidiario da "Via Viseu-Egitanea-Merida", como se supoe. No entanto tanto quanto sei nunca foram identificadas nenhumas evidencias disto.

Existem tambem referencias a uns moinhos de "Cortizao", nas inquiricoes de D. Afonso III de 1258.

Em epocas mais recentes, sabe-se pelo "cadastro da populacao do Reino" de 1525, mandado efectuar por D. Joao III, que esta terra era uma freguesia-curato sufraganea de "Sancta Maria de Algodres" e tinha nessa altura 30 fogos (familias).

A sua igreja que creio datara da baixa idade media, tem por patrono S. Pelagio cuja festa se celebra em 26 de Junho. E um santo muito popular desde os tempos da reconquista crista, aparecendo noutras localidades como S. Paio ou S. Pelaio, mas na realidade e o mesmo santo.

O templo e modesto e conserva um portal em arco de volta completa sem ornatos, creio que data da construcao original. Teve a fachada alteada e foi construido o actual campanario de duas ventanas, em 1878.
No seu interior para alem da talha barroca e alguma imaginaria, conserva um pulpito de granito fino, do seculo XVII com uma data de caracteres invulgares.

Existiu nesta aldeia ate ao seculo XVIII, uma antiga capela com a invocacao do Espirito Santo. Por essa altura estando em ruina, acabou demolida e a imagem foi vendido aos "Cerveiras da Cunha" tendo sido transferida para a capela daqueles fidalgos, sita na "Quinta dos Telhais" na vizinha freguesia de Maceira.

Junto a estrada que sobe depois a Serra da Barroca, encontra-se uma casa oitocentista, que se supoe ter pertencido aos "Magalhaes"; familia nobre que aqui residiu pelo menos ate ao seculo XVII (em 1645, foi um membro desta familia investigado pela "inquisicao", tendo-se chegado a conclusao, que nesta familia nao existia nenhuma ligacao aos judeus, ou a pessoas mecanicas, e "eram da nobreza antiga").

Tambem aparecem documentadas em 1624 as familias Payvas e Albuquerques e em 1649 os Ferreiras e Rebelos.

Anexo a "Casa do Cabo" (solar dos Magalhaes) encontra-se recuperado um antigo lagar de azeite, funcionando como polo museologico, aqui fazem-se provas gastronomicas onde o azeite e rei.


O terra de Cortico,
Rodeada de oliveiras.
Meu querido S. Pelagio,
Padroeiro das queijeiras.


Depois de subir a Barroca,
No planalto da "terra fria".
Esta A "Casa da Orca",
De outro passado que havia.


Ja ca houve o Santo Espirito,
Numa antiga capela.
Tens um solar e lagar restaurado,
Antes de se subir a serra.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Ainda o Santo Amaro!

Celebrou-se a trez dias a festa de Santo Amaro, na freguesia de Fuinhas no concelho de Fornos de Algodres, mas foi hoje que me lembrou um conto meio satirico (que me desculpe o santo) que me ensinou minha mae, quando crianca, desculpem se nao o souber contar com tanta graca:

Indo dois vagabundos por um caminho encontraram umas "alminhas", e como era tradicao teria que rezar-se alguma oracao pelas almas do "purgatorio", acontece que os dois individuos nunca tinham andado por igrejas e muito menos na catequese, pelo que nao sabendo o que dizer, um deles comecou;

"Santo Amaro mae de D*us,
Filho da Virgem Maria.
Rogai a vosso Bendito Filho,
Por nos pecadores, Padre Nosso, Ave Maria.

Terminando a oracao diz-lhe o outro, ai irmao que bem que rezas, quem me dera saber rezar como tu!

terça-feira, janeiro 02, 2007

JANEIRO 2007; festas fornenses e nao so!

Capela de Santo Amaro, freguesia de Fuinhas. (fotografia "roubada" do site municipal; http://www.cm-fornosdealgodres.pt)
Ca estou novamente a divulgar, as actividades festivas e culturais a realizar no mes de Janeiro, no concelho de Fornos de Algodres


1 de Janeiro:


Dia primeiro do ano; e costume antigo o canto as "janeiras", acontecem naturalmente em todas, ou quase todas as povoacoes do municipio. Sao normalmente expontaneas e usam-se versos populares, que sao passados de geracao em geracao.

Existem isso sim, variacoes na musica e entoacao de terra para terra, que tornam estas tradicoes ainda mais interessantes.


6 de Janeiro:


Dia de reis; neste dia outrora feriado nacional era usual cantarem-se tambem os "reis" era uma variacao das "janeiras", normalmente com algumas adaptacoes nos versos. E uma tradicao em desuso, que seria interessante reviver.


15 de Janeiro:


Dia de Santo Amaro; Fuinhas.

Santo protector dos deficientes e das doencas relacionadas com as pernas, (reumatismos, pernas partidas etc,)

Celebra-se nesta aldeia desde tempos imemoriais. A romaria normalmente cumpre-se com varias voltas a capela e, a festa consiste de missa e procissao, e habitual a oferta ao Santo de pernas, pes e outras partes humanas moldadas em cera.

Este patrono venera-se numa antiga capela situada no lugar de "Santo", na freguesia de Fuinhas.

A capela oitocentista, e uma construcao em granito regional com um pequeno campanario. No seu interior pode-se admirar um tecto barroco em caixotoes com pinturas iconograficas.


E tradicao que em dia de Santo Amaro, haver varias mudancas meteorologicas, entao povo normalmente canta:


Santo Amaro das Fuinhas,

Quando nao chove remoinha.

Quando nao remoinha, faz vento,

Em dia de santo Amaro, nunca faz bom tempo.


Tambem e costume a seguinte fraze entre as nossas gentes:


"Para baixo todos os santos ajudam, para cima so Santo Amaro e ainda por cima e coixo."



20 de Janeiro;


Sao Sebastiao, Figueiro da Granja.


Embora o dia festivo seja o dia 20, para conveniencia a festa e sempre transferida para o fim de semana a seguir, portanto este ano sera nos dias 20 sabado e 21 domingo.

Santo e Martir e considerado patrono dos militares, S. Sebastiao e muito venerado na nossa regiao, segundo a historia (ou lenda) foi um general romano, que devido ter se tornado cristao, foi mandado martirizar pelo imperador da altura.

Esta festa em Figueiro da Granja, consiste de arraiais populares, Uma procissao em que o santo e transportado para a igreja, missa solene seguida de procissao solene pelas ruas da antiga vila, retornando a imagem com outra procissao a capela. (Como ultimamente nao se tem realizado a festa de S. Silvestre, que referi no mes anterior, tem tambem este santo o previlegio de passear de andor neste dia.)



S. Sebastiao, e tambem santo padroeiro da freguesia de Maceira e, da outora freguesia e hoje simples povoacao de Ramirao, freguesia de Casal Vasco, onde tambem e festejado.


Embora extra concelhio mas devido a proximidade e tradicao das nossas gentes, passo a divulgar a anual"Feira dos 20" realiza-se tambem no dia 20 de Janeiro, na povoacao de Mosteiro, vizinha freguesia de Pena Verde, mas ja no concelho de Aguiar da Beira. Embora seja feira antiquissima e de nomeada na nossa regiao, tem sido tambem aproveitada ultimamente para iniciar o ciclo das "Feiras do Queijo da Serra".


Passem por esta regiao, e experimentem festas, tradicoes e sabores unicos!




sexta-feira, dezembro 01, 2006

RANCOZINHO - Capela de Santo Eloi

Capela humilde mas muito antiga, fica situada no centro da povoacao. Foi modificada em tempos recentes tendo sido alteado o campanario. Junto dela existe ou existia uma "laija" (lage) onde por ordenacao episcopal, foi decretado no seculo XVIII "...que era proibido malhar cereais..."

DEZEMBRO - EVENTOS

Continuando a divulgar o que se vai fazendo, por Algodres e suas terras, vou reportar-me aos eventos de Dezembro por mim conhecidos:

PROVA TT EM BICICLETA: Vila Ruiva, Fornos de Algodres.

Organizada pela Camara Municipal, Club Esgalhada TT, e Inatel, (com centro de Ferias em Vila Ruiva) vai realizar-se hoje dia 1 e amanha dia 2, uma prova ciclistica pelas "terras de Algodres" e pelas terras do antigo concelho de Linhares.
Embora ja seja tarde para inscricoes, podem consultar o programa em:http://www.inatel.pt/desporto/docs/vilaruiva/vruiva.html

Dia 1 de Dezembro:
Festa de Santo Eloi- Rancozinho, Algodres, Fornos d'Algodres.
Santo patrono dos ourives (ainda gostava de saber como veio parar aqui!) celebra-se nesta progressiva aldeia no primeiro dia do mes, outrora era uma festa muito mais concorrida, mas devido a imigracao, que levou muitos dos residentes, foi decidido transferir esta festa para o mes de Agosto. No entanto neste dia (creio que ainda) realizam-se algumas cerimonias religiosas e, um magusto popular entre as gentes da terra. (creio que se aceitam tambem forasteiros)
Alem disso e um feriado nacional, em que deviamos lembrar a coragem dos que conseguiram livrar Portugal do dominio estrangeiro.

FESTAS NATALICIAS:

24 E 25 de Dezembro:

Nas nossas terras o grande dia e a vespera de Natal "a consoada" todas as aldeias tem mais alegria pois e nessa noite se juntam as familias. (as possiveis)
Dizia a tradicao que nao se devia comer carne nesse dia, entao o bacalhau era o rei, cozido com as ricas "couves de cortar" e regado com o saboroso azeite beirao, mas tambem assado, em pasteis, e em outros modos.
No final da ceia era hora de fazer as "filhos" que a seguir se comiam com o bom queijo "Serra" "manteigudo", enquanto se esperava pela missa do galo. (creio que ja nem essa missa fazem)
No largo principal da aldeia entretanto ardia o "madeiro", sempre acompanhado por rapaziada de todas as idades, que para vencer o frio as vezes intenso, ia bebendo um copito de vinho ou de jeropiga.

Faco esta descricao sobre o ultimo Natal que por la passei, ja la vao mais de 15 anos, (e que saudade desse tempo, e da gente que ja se foi.)

O dia 25, era dia de abrir as prendas, que eram dadas pelo menino Jesus, (ainda nao tinham inventado o pai natal) vai-se tambem a Missa e ao "beijar do Menino", para alem disso era um dia de feriado normal.

31 de Dezembro:

Festa de S. Silvestre: Figueiro da Granja, Fornos de Algodres.

Como se comeca o mes com uma festa, tambem se termina(va) com outra.
O S. Silvestre foi um papa que chegou a santo. Nao sei porque, mas na minha regiao e o protector do gado suino, (quero dizer porcos, ou "bacoros" como antigamente se dizia)
Celebra-se nesta freguesia de Figueiro da Granja, numa capela situada num ermo, mas relativamente proxima desta antiga vila.
A sua volta existe um adro onde se realizava uma pequena feira e, em dia da festa ofereciam-se ao santo, produtos derivados do animal que supostamente era por ele protegido; (so o nao protegia da morte) Presuntos, chouricas, e as vezes ate porcos inteiros, que seguidamente as cerimonias religiosas, eram leiloados.
Esta festa ja ha muito que nao se realiza nestes termos, mas seria interessante re-activa-la.
A ultima vez que por la estive o "pobre S. Silvestre", so teve direito a passear de andor no dia de S. Sebastiao, festa a que me referirei no proximo mes.

Desculpem me os meus amigos, mas este mes e mais sentimental que real.


segunda-feira, novembro 27, 2006

CASAL VASCO "nas minhas humildes quadras"


Foste o berco de Caceres,
Que te tornaram famosa.
Tens uns grandes freixos no Rossio,
E uma igreja formosa.

Tambem tens a Senhora da Graca,
E a Virgem da Encarnacao.
Mas foi o Senhor dos Loureiros,
Que me inspirou esta cancao.

quinta-feira, novembro 23, 2006

o CASAL (do senhor) VASCO


Capela de Nossa Senhora da Encarnacao (fotografia obtida do site do municipio de Fornos de Algodres.)

Segundo o monsenhor Pinheiro Marques na sua monografia "Terras de Algodres", o toponimo "Casal Vasco" tem que ver com o facto desta povoacao ter tido origem num "casal", ou quinta, propriedade de um tal "senhor Vasco". A ser assim, teria sido na epoca romana ou alto-medieval, no entanto tanto quanto eu saiba, nao existe nenhum documento que possa confirmar esta suposicao.
Nas inquiricoes de 1258 de D. Afonso III nao aparece mencionada esta povoacao, mas isto por si so, nao descarta a existencia desta terra ja nessa altura.
O que sim se sabe, e que nesta aldeia ou casal, assentaram "solar" uns fidalgos vindos de Castela em fins do seculo XIV, de apelido Mendes de "Caceres", (no pais vizinho existe uma cidade e uma provincia, com este mesmo nome) a quem o rei D. Fernando concedeu anos mais tarde, o senhorio das Vilas de Algodres e Penaverde e, as alcaidarias-mores de Penamacor e da Guarda. O primeiro destes "senhores" documentado; foi Alvaro Mendes de Caceres.(NFP, vol. III, pag. 168)

Ora destes fidalgos o mais antigo conhecido, foi Gonzalo de Caceres e, depois dele nao conheco nenhum que tivesse por nome: Vasco, pelo que a ser verdade a tese do monsenhor, so podera ser que estes "Caceres", em vez de terem vindo de Castela, tenham vindo da Viscaia e sejam Bascos ou Vascos, de origem e nao de nome!

Para alem das referencias aos Caceres esta povoacao so aparece documentada em 1525 no "cadastro da populacao do reino" de D. Joao III, tendo nessa altura o toponimo de "Casal Vasio", sera que foi pelo facto destes "Caceres" ja terem abandonado o solar da familia?
De facto ja por essa altura esta familia tinha perdido a varonia, o ultimo documentado foi Simao Cardoso de Caceres em 1520 e, foi ja o referido D. Joao III, que concedeu o senhorio de Algodres e de Fornos aos Noronhas, depois de ter criado o condado de Linhares em seu favor.
De uma linha colateral desta familia que passou a residir em Lisboa, saiu Alvaro Goncalves de Caceres que foi cronista-mor do reino, a quem o rei D. Afonso V concedeu brasao de armas de merce nova em 1459 (DFP D. Luiz de Lancastre Quetzal, Tavora editora 2a. edicao, Lisboa)

Anos mais tarde nao sei precisar quando, os ultimos Caceres ter-se-ao extinguido na familia "Albuquerque", "senhores da Casa da Insua", tendo estes herdado as propriedades, o solar, (onde colocaram o seu brazao, creio que no seculo XVIII) e a capela, passando tambem a usar o apelido "Caceres".

Para alem da familia mencionada, residiram tambem por aqui as familias "Mello e Figueiredo, que tambem eram aparentados com os primeiros; Constituiram um vinculo patrimonial no seculo XVI, na capela de Santo Antonio e Santa Catarina sua propriedade, esta capela presentemente tem o orago de: Senhor do Loureiro ou Santo Cristo dos Loureiros e, a ela me referirei mais adiante.

Nesta aldeia e sede de freguesia, existe vario patrimonio edificado que suscintamente me refiro a seguir.

- Solar dos Caceres; e uma casa muito antiga em granito, com fundacao recuando ao seculo XIV, nela sobresaem as janelas quinhentistas, com a particularidade de todas terem cantaria com lavores diferentes, o ja referido brazao dos "Albuquerques" a cornija rematada por corucheus e, um portal em arco de volta inteira. (presentemente encontra-se bastante arruinada, e a necessitar restauro!)

- Capela da Senhora da Encarnacao; Belissima construcao em granito com ameias, com um campanario romanico a rematar a fachada principal. Nesta capela foi instituido um vinculo patrimonial por Luiz de Caceres em 2 de Setembro de 1481 (*).
Nas paredes exteriores podem ver-se algumas pedras sigladas da epoca medieval.
Presentemente este templo pertence a paroquia, tendo sido cedido pela "Casa da Insua", foi restaurado recentemente e encontra-se belamente conservado.

- Capela do Senhor dos Loureiros; fundada no seculo XVI, foi aqui que os "Melo de Figueiredo" instituiram um vinculo em 21 de maio de 1544 (*), nessa altura tinha como oragos Santo Antonio e Santa Catarina.
Creio que tera passado para a paroquia no seculo XVIII, passando nessa altura a ter o actual Patrono.
A construcao e renascentista com cornija e portal de verga recta, ladeado por duas pequenas janelas emolduradas. Debaixo de uma delas encontra-se uma escultura de uma cabeca humana, ja muito desgastada pelo tempo, que e sem duvida bastante anterior e estranha a capela, devendo ai ter sido agregada na altura da construcao, faria provavelmente parte de alguma escultura pre-romana.

- Igreja Matriz; templo barroco com torre sineira de quatro ventanas, data do seculo XVIII, e tera sido construido sobre o que foi um outro mais antigo. Na construcao resaltam as pilastras, a cornija, o frontao com volutas, os curucheus e, na torre sineira uma escultura de uma cabeca humana de expressao "demoniaca".
O orago: Santo Antonio, creio que tera sido proveniente da antiga capela com aquela denominacao, referida anteriormente, pelo em tempos mais remotos deve ter tido outro.
No interior desta igreja existem alguma lapides sepulcrais, ja com inscricoes bastante erroidas.

- Capela de Nossa Senhora da Graca; Fica situada no "Rossio" e junto a uns freixos seculares. E uma pequena capela renascentista, que datara quando muito do seculo XVII. Tem um pequeno campanario em cantaria e um portal com verga curva.

- Para alem deste patrimonio, encontra-se quase em frente ao solar dos Caceres, uma antiga casa oitocentista de balcao em granito. Nela destacam-se belas portas e janelas emuldoradas em cantaria, a pedir uma restauracao cuidada.
Tambem nos limites desta freguesia encontam-se duas sepulturas escavadas na rocha, sendo uma delas antropomorfica.

- Ainda do mencionado nesta freguesia existe a antiga Quinta das Relvas, com uma casa senhorial e capela privativa, nao consegui descobrir a que familia pertenceu, embora ja bastante descaraterizada, foi recentemente recuperada para turismo de habitacao.

(NFP: Nobiliario das Familias Portuguesas)
(DFP: Dicionario das Familias Portuguesas)
(*): Documentos em posse do senhor Francisco da Costa Cabral, que gentilmente me cedeu esta informacao.

quinta-feira, novembro 16, 2006

FORNOS DE ALGODRES "divulgacoes de interesse" (ou nao)

Judeus em Terras de Algodres: FORNOS DE ALGODRES "divulgacoes de interesse" (ou nao)

Parece que ainda nao aprendi a colocar links, pelo que podem encontrar esta informacao no: http://judeusterrasdealgodres.blogspot.com

E acerca de um passeio Micologico.

Bem haja MicrobioII, por me avisar acerca do link.

quarta-feira, novembro 01, 2006

NOVEMBRO "Mes das Almas"

Dando seguimento a divulgacao de actividades relacionadas com festas e romarias, tenho neste Novembro de fazer uma pausa, pois tanto quanto sei nao se realiza nenhuma dessas actividades no Municipio de Fornos.

Inicia-se este mes com a festa de "Todos os Santos" que por ser feriado nacional e aproveitado pela grande maioria, para visita dos ente queridos ja falecidos aos cemiterios, coisa que deveria ser feita amanha dia dos "Fieis Defuntos". Isto ate me faz vir a mente o seguinte: Entao e os defuntos que nao tiverem sido "fieis", nao tem direito a nada?

Era normal (nao sei se ainda e) nesta segunda efemeride, em todas as freguesias (ou quase) uma prossicao "das Almas" aos cemiterios paroquiais, que anteriormente eram arranjados primorosamente com flores e velas.

Tambem ainda durante este mes podem visitar, a exposicao "Devocao das Almas", no CHIAFA (museu) de Fornos de Algodres.

Nao e de esquecer tambem, que embora nao tenhamos (tanto quanto saiba) por ca nenhuma capela a S. Martinho, sao normais os "magustos" populares e familiares que a pretexto de celebrar esse santo, (dia 11) sao motivos de convivio em que se prova a agua-pe, enquanto se comem as boas castanhas beiras.

Alem disso tambem no dia primeiro, sempre se pode e deve ir a Mangualde aqui tao perto, comer as "benditas feveras (ou "febras") dos santos", naquela feira tao antiga.

quarta-feira, outubro 25, 2006

CADOICO ou "Cadouco" Continuacao

Talvez nao tenham reparado, mas quando me comecei a referir, as varias povoacoes do concelho de "Fornos", decidi colocar nas entradas umas quadras. A maior parte delas sao de minha autoria, embora possam quando em vez, aparecer algumas populares incluidas.
Queiram desculpar-me pela minha falta de geito, "mas quem faz o melhor que sabe e pode", a mais nao e obrigado, assim me ensinaram.

Entao aqui vao duas quadras dedicadas ao Cadoico, que tinham ficado atrazadas:

Esta aldeia do Cadoico,
Tem boa gente, e boa terra.
Mas esta de costas para Fornos,
Virada para a Mesquitela.

Esta muito bem situada,
Junto a ribeira e virada a "Estrela",
E Nossa Senhora das Preces,
Esta numa antiga capela.