ALGODRES e suas terras

Tuesday, January 15, 2008

15 de Janeiro, dia de Santo Amaro!

Capela de Santo Amaro, Fuinhas- Fornos d'Algodres.
(fotografia obtida no site municipal)


Hoje e dia de festa e romaria na freguesia das Fuinhas, concelho de Fornos d'Algodres, celebra-se ai Santo Amaro, santo de grande devocao popular, principalmente por ser protector das doencas dos membros! (pernas e bracos) e tambem do reumatismo. (la terei que lhe fazer uma visita) Por isso o chamam "O coxo das Fuinhas"!

Na referida freguesia encontra-se no lugar do Santo, a capela setecentista (creio) deste orago, onde se celebram estas festividades, no templo pode admirar-se um belo tecto com talhas e pinturas iconograficas.


Santo Amaro da "Fuinha",
Quando nao chove remuinha.
Quando nao remuinha faz vento,
Em dia de Santo Amaro, nunca faz bom tempo.

Thursday, December 13, 2007

Fornos d'Algodres, um toque de modernidade!


Ja quase me esquecia que tambem tinha este blogue. Na realidade nao me tem esquecido, o que me tem faltado e tempo!

Pelo que enquanto nao conseguir alinhavar umas linhas, sobre a povoacao seguinte em ordem alfabetica, dou-vos a conhecer esta fotografia tirada no ultimo verao, no novo jardim de Fornos e, onde se pode ver o telhado e a torre sineira, da igreja de S. Miguel, que ja existia embora com outro templo em 1170!

Monday, June 25, 2007

O Vale de Alto Mondego!

Fornos de Algodres em primeiro plano, a seguir o "Vale do Mondego", ao fundo a "Serra da Estrela".

Nao vos vou dizer que e o mais vasto panorama, (normalmente o bairrismo excessivo tenderia para ai) mas e sem duvida uma vista grandiosa, a que se pode observar da "minha" Infias de adopcao!

Se D*us permitir dentro de uns poucos dias, poderei ai regalar a vista e encher os pulmoes do ar da nossa "Serra" (a Estrela claro). Para os que em ferias ou em viagem, desejem certificar-se se tenho razao ou nao, so tem que sair na saida da A25 para Fornos de Algodres, ali depois de subirem ao alto da pequena Serra da Esgalhada, (7oo metros) certificarem-se se tenho razao ou nao.

A titulo de curiosidade quero informar-vos que; "Algodres fica em cima, Fornos em baixo e Infias no meio"!!!

Friday, June 22, 2007

Forcadas; nas minhas quadras!

Aldeia antiga das Forcadas,
Tens vestigios do hebreu.
E uma importante necropole,
Onde me revejo eu.

E no "Penedo furado",
Donde ha antiga lenda.
Visita-lo e de importancia,
Para que a gente aprenda.

Wednesday, June 13, 2007

FORCADAS.

Uma vista de Forcadas. (no canto esquerdo esta o "nicho-oratorio" a que me refiro)

Assim superficialmente, poderiamos pensar que o toponimo "Forcadas", tenha algo que ver com forcas, enforcados, ou enforcamentos, ate seria uma explicacao bastante simples e de facil aceitacao. No entanto existe uma outra explicacao; Forcadas e um toponimo derivado e uma forca viaria, ou seja, sitio onde um caminho forcaria para varias direcoes. Esta explicacao tem bastante logica e estara provavelmente mais proxima da verdade.

Havera a possibilidade desses caminhos seram de fundacao romana, mas nao existindo nenhuns vestigios materiais, ficamos sempre com duvidas, no entanto e facto assente de que a romanizacao tambem ocorreu nestas terras.

Nao havendo nenhum documento que faca referencia a esta terra antes do seculo XVII, creio que a pequena aldeia tera evoluido de alguma das quintas que se referem no seculo XVI.

Junto da povoacao, existe uma necropole de sepulturas escavadas na rocha, com mais de duas dezenas desses sepulcros. Sao de forma retangular ou ovalada, pelo que gente entendida no assunto, coloca a sua fundacao nos seculos IX ou X. Isto por si so, prova o povoamento mais ou menos organizado nesta regiao, pelo menos desde a epoca "alto-medieval".

Relativamente perto tambem, existe uma area, em que se tem encontrado varia ceramica de construcao, que datara certamente do tempo do imperio romano.

Na pequena aldeia com uma grande parte das habitacoes em ruina, pode-se ver nalgumas delas, marcas relacionadas com "cristaos-novos", o indicia a presenca de judeus nesta aldeia.

Existe tambem um "nicho-oratorio" que datara quando muito do seculo XVIII. A sua pequena capela em honra de Nossa Senhora de Fatima, nao tem nada de relevante e foi construida na decada de setenta do seculo passado.

A semelhanca de outras pequenas aldeias vizinhas, a menos que aconteca algum milagre, dentro de poucos anos, tambem esta ficara completamente deserta e so sera habitada em alturas de ferias por uns poucos resistentes!


Thursday, May 10, 2007

CORUGEIRA

Na falta de outra fotografia, uma vista da ribeira que corre perto desta aldeia.

Situada num dos extremos do actual municipio "Forno-Algodrense" a povoacao da Corugeira, desde sempre esteve incluida na antiga freguesia da "Funha", que presentemente e conhecida por "Fuinhas", com ela incorporada no antiquissimo concelho de Algodres.

Embora possa haver uma outra explicacao que desconheco, o toponimo tera que ver com a quantidade de corujas, que outrora tera havido por estes lados.

E uma povoacao pequena e em acentuado processo de desertificacao, nao lhe conhecendo nenhum outro motivo de interesse, para alem das paisagens belas e despoluidas!

A titulo de curiosidade informo, que devido a sua localizacao um pouco longe de tudo e ao seu fraco desenvolvimento, esta povoacao e conhecida "maldosamente" por "Africa" e os naturais sao "apodados" por "africanos!


Dizem que a Africa e aqui,
Nesta pequena povoacao.
Mandai calar essa gente,
Porque nunca aqui faltou o pao.


O aldeia da Curugeira,
Quase escondida na serra.
Aqui todos sao amigos,
Nesta tao pequena terra.

Thursday, May 03, 2007

CORTICO (d'Algodres)

Igreja paroquial de S.Pelagio.


Embora existindo no limite desta freguesia uma Anta da epoca neolitica, o mais antigo documento escrito conhecido referindo esta povoacao data de 1170. (carta de Couto de Figueiro da Granja) Aparece nessa altura com o toponimo ; "Cortissolo", cuja origem a quem afirme estar relacionada com cortica. De facto nesta regiao havia outrora muitos sobreiros e azinheiros, entre carvalhos e castanheiros e outras especies autocones. Por vezes tambem aparece escrito "Corticolo, o "O" (com circunflexo) da terminologia actual, tem o mesmo significado que o "olo" medieval.

No entanto creio que a evolucao do toponimo tera sido outra.

Pelo que existe uma outra proposta para a origem do toponimo; o amigo Joffre Alves: http://couramagazine.blogs.sapo.pt/ diz-nos que vem da palavra latina "Cohorte", que era um pequeno abrigo para pastores e rebanhos, de onde vem tambem a nossa palavra: "Corte", e de facto mais consensual, pois rebanhos e pastores desde tempos imemoriais os houve por estas bandas. Na proximidade existem tambem mais dois toponimos relacionados; a "Quinta das Cortinhas"em Vila Cha e a extinta e arruinada "Aldeia das Cortes", no limite de Figueiro.

E muito provavel, que que esta aldeia tenha tido origem numa propriedade agricola romana, havendo ate a possibilidade de aqui ter passado algum caminho subsidiario da "Via Viseu-Egitanea-Merida", como se supoe. No entanto tanto quanto sei nunca foram identificadas nenhumas evidencias disto.

Existem tambem referencias a uns moinhos de "Cortizao", nas inquiricoes de D. Afonso III de 1258.

Em epocas mais recentes, sabe-se pelo "cadastro da populacao do Reino" de 1525, mandado efectuar por D. Joao III, que esta terra era uma freguesia-curato sufraganea de "Sancta Maria de Algodres" e tinha nessa altura 30 fogos (familias).

A sua igreja que creio datara da baixa idade media, tem por patrono S. Pelagio cuja festa se celebra em 26 de Julho. E um santo muito popular desde os tempos da reconquista crista, aparecendo noutras localidades como S. Paio ou S. Pelaio, mas na realidade e o mesmo santo.

O templo e modesto e conserva um portal em arco de volta completa sem ornatos, creio que data da construcao original. Teve a fachada alteada e foi construido o actual campanario de duas ventanas, em 1878.
No seu interior para alem da talha barroca e alguma imaginaria, conserva um pulpito de granito fino, do seculo XVII com uma data de caracteres invulgares.

Existiu nesta aldeia ate ao seculo XVIII, uma antiga capela com a invocacao do Espirito Santo. Por essa altura estando em ruina, acabou demolida e a imagem foi vendido aos "Cerveiras da Cunha" tendo sido transferida para a capela daqueles fidalgos, sita na "Quinta dos Telhais" na vizinha freguesia de Maceira.

Junto a estrada que sobe depois a Serra da Barroca, encontra-se uma casa oitocentista, que se supoe ter pertencido aos "Magalhaes"; familia nobre que aqui residiu pelo menos ate ao seculo XVII (em 1645, foi um membro desta familia investigado pela "inquisicao", tendo-se chegado a conclusao, que nesta familia nao existia nenhuma ligacao aos judeus, ou a pessoas mecanicas, e "eram da nobreza antiga").

Tambem aparecem documentadas em 1624 as familias Payvas e Albuquerques e em 1649 os Ferreiras e Rebelos.

Anexo a "Casa do Cabo" (solar dos Magalhaes) encontra-se recuperado um antigo lagar de azeite, funcionando como polo museologico, aqui fazem-se provas gastronomicas onde o azeite e rei.


O terra de Cortico,
Rodeada de oliveiras.
Meu querido S. Pelagio,
Padroeiro das queijeiras.


Depois de subir a Barroca,
No planalto da "terra fria".
Esta A "Casa da Orca",
De outro passado que havia.


Ja ca houve o Santo Espirito,
Numa antiga capela.
Tens um solar e lagar restaurado,
Antes de se subir a serra.